Surf Spots – Shorebreak

Shore Break – A Máquina de ondas

O nome original do Shore Break – Expresso Escorpião – dá a exata dimensão do perigo enfrentado por quem se arrisca no mar repleto de mariscos desse pico. É nesse trecho de água esverdeada do Rio de Janeiro que, durante os 365 dias do ano, pelo menos um tubo rola.

Localizado na ponta do forte de Copacabana, em uma das praias mais conhecidas do mundo, o Shore Break se mantém discreto, quase sem crowd durante a semana. Atribui-se essa tranqüilidade ao pico o real risco de ferimentos e o acesso complicado, que requer uma remada de mais de 20 minutos ou a caminhada pelas pedras cheias de limo do forte, que é proibida pelos militares e passível de punição.

O Shore Break é sem dúvida o pico mais constante do Rio, pois a bancada de pedra “segura” bem as ondas e as variações climáticas, como ventos, marés e ondulações, acabam por não afetar tanto o local. Mesmo sendo muito constante não é sempre que o Expresso quebra clássico, o ideal é uma ondulação de sul entre 1 e 2 metros, com a maré enchendo e o vento parado, assim as direitas perfeitas quebram mais de lado e possibilitam uma saída limpa por parte dos bodyboarders. Alguns surfistas de quilha se aventuram por essa onda, mas com uma formação oca e a necessidade de um drop muito rápido, pouquíssimos conseguem entubar.

Saiba mais sobre o pico:

O Shore Break é uma bancada com profundidade de mais ou menos 10 cm no meio do mar profundo. Diferente da costa, as ondas que entram no Expresso Escorpião não perdem velocidade, pois não passam por águas rasas antes de quebrar. Elas chegam na bancada com sua velocidade quase que integral, formando um tubo oco, rápido, curto e extremamente perigoso.

O lugar é chamado de Shore Break por que sua formação lembra muito a do inside de Waimea, no Havaí, que possui este nome. O pessoal local sempre ressalta que o Expresso lembra mesmo Teahupoo, no Taiti, só que em menores proporções e quebrando para a direita.

Confira algumas fotos do pico:

Fabricio Saavedra.

Shorebreak é uma das ondas mais perigosas do Rio de Janeiro. Foto: Fabricio Saavedra.

Pedro Tojal.

Leo Leite explora o túnel carioca. Foto: Pedro Tojal.

Arthur Toledo.

Nicholas Bastos acelera na laje. Foto: Arthur Toledo.

Muito volume de agua em cima, pouca agua em baixo.

Muito volume de agua em cima, pouca agua em baixo.

Confira um vídeo do pico:

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: